A renomada empresa Pantone, autoridade global em sistemas de cores, anunciou recentemente a tonalidade que definirá o ano de 2026: a PANTONE 11-4201 Cloud Dancer. Descrita como um “branco vaporoso imbuído de serenidade”, a cor promete convidar ao relaxamento e à clareza mental, abrindo espaço para a criatividade florescer. No entanto, a escolha não foi recebida unanimemente e gerou uma onda de reações mistas e questionamentos nas redes sociais.
A Cloud Dancer, segundo a própria Pantone, simboliza um refúgio em meio à agitação contemporânea. Leatrice Eiseman, diretora executiva do Pantone Color Institute, explicou que, em um período de intensas transformações e redefinição de nosso lugar no mundo, a escolha de uma tonalidade etérea como a Cloud Dancer traz uma promessa de clareza e um convite à reflexão silenciosa. “Nesse momento de transformação, em que estamos reimaginando o nosso futuro e nosso lugar no mundo, a cor do próximo ano oferece uma promessa de clareza”, afirmou Eiseman em uma publicação oficial.
A intenção por trás da cor seria, portanto, funcionar como um bálsamo para a mente, auxiliando na concentração e na libertação de distrações externas, promovendo um espaço introspectivo propício para o surgimento de novas ideias. A cor busca ser um contraponto à desarmonia do cotidiano, onde encontrar o silêncio interior se tornou um desafio.
Contudo, a escolha gerou um intenso debate online. Muitos usuários expressaram desapontamento, considerando a tonalidade “sem graça” e “inimiga da diversão”. Comentários jocosos e memes rapidamente inundaram plataformas como o X (antigo Twitter), com alguns usuários ironizando: “A cor do ano da Pantone para 2026 é branco. Cada vez mais inimigos da diversão”. Outros fizeram referências culturais, como à capa do álbum “LUZ” da cantora Rosalía.
Profissionais de áreas criativas também se manifestaram. O arquiteto João Gabriel, reconhecido por seu trabalho inovador, comentou que a escolha pode ser associada à tendência da estética “clean girl”, expressando frustração por uma possível falta de originalidade e pela ausência de cor, que ele considera intrínseca à identidade brasileira. “Tão triste que tiveram que colocar um azul ali no fundo pra ficar menos triste. Branco (pigmento) é ausência de cor. O chato que agora vão usar a tendência (de fora) pra justificar as casas ‘clean girl’ por aí. BRASIL É COR. E temos nossas próprias tendências”, pontuou.
A origem da arte utilizada para anunciar a cor também foi alvo de críticas, com questionamentos sobre o uso de inteligência artificial em detrimento da criatividade humana. “Meu Deus, será que podemos ter uma revolução criativa com humanos, e não com IA, e trazer um pouco de cor ao mundo?”, indagou um usuário.
Apesar do burburinho negativo, houve quem apreciasse a proposta da Cloud Dancer. Elogios à cor foram registrados, com usuários expressando agrado pela serenidade que ela evoca e pela inspiração em tons neutros e elegantes, como o off-white, para o vestuário. “Eu meio que amei a cor do ano da pantone .. tomara que as marcas façam muitas roupas off white baseadas nisso p eu usar…”, comentou uma usuária.
Resta agora aguardar para ver se a Cloud Dancer realmente deixará sua marca no cenário de design e moda em 2026.

