O cenário musical brasileiro lamenta a partida de Lindomar Castilho, conhecido como o ‘Rei do Bolero’, que faleceu neste sábado, 20 de janeiro, aos 85 anos. Sua voz inconfundível embalou gerações e solidificou seu nome no panteão da música romântica nacional.
Contudo, a trajetória artística de Lindomar Castilho é indissociável de um episódio que abalou o país: o assassinato de sua ex-esposa, Eliane de Grammont. O crime, ocorrido em 2010, gerou comoção e reabriu discussões sobre violência doméstica e as complexidades das relações interpessoais no meio artístico.
A morte de Eliane de Grammont, vítima de feminicídio, marcou profundamente a vida do cantor e sua imagem pública. Lindomar Castilho foi condenado pela Justiça pelo homicídio, um fato que lança uma sombra sobre seu legado musical e que permanece na memória coletiva dos brasileiros.
O artista, cujo nome completo era Lindomar Batista, construiu uma carreira sólida ao longo de décadas, conquistando fãs com suas interpretações emotivas de boleros, um gênero que o consagrou. A notícia de seu falecimento, embora esperada em razão de sua idade avançada, evoca a necessidade de revisitar não apenas suas realizações musicais, mas também os eventos trágicos que marcaram sua vida pessoal e que, de certa forma, se tornaram parte de sua história.

