O astro porto-riquenho Bad Bunny sagrou-se vencedor na categoria Álbum do Ano no Grammy Awards de 2026, com seu aclamado trabalho Debí Tirar Más Fotos. A conquista o coloca no panteão dos artistas mais celebrados da noite, superando nomes de peso como Justin Bieber, Sabrina Carpenter, Lady Gaga, Kendrick Lamar, Clipse, Pusha T & Malice, Leon Thomas e Tyler, The Creator, que também disputavam a cobiçada estatueta.
Visivelmente emocionado ao receber o prêmio, Bad Bunny dirigiu-se ao público majoritariamente em seu idioma nativo, o espanhol. “Porto Rico, acreditem quando eu digo que somos muito maiores do que só o tamanho da nossa população. E não existe nada que a gente não possa conquistar”, declarou o artista. Ele estendeu seus agradecimentos à Academia, a todos que depositaram confiança em sua carreira e à sua mãe, “por eu ter nascido em Porto Rico”.
Em um momento de profunda gratidão, o cantor dedicou o prêmio “a todas pessoas que tiveram que sair de casa, da sua terra mãe, para seguir seu sonho e tiveram que deixar alguém para trás”. A homenagem se estendeu “a todos os latinos do mundo todo, a todos os artistas que vieram antes que mereciam estar aqui”, concluiu.
Nascido em Bayamón e criado em Vega Baja, Bad Bunny, de 30 anos, tem em suas origens e no cenário de Porto Rico uma fonte constante de inspiração. Lançado em 5 de janeiro, Debí Tirar Más Fotos é seu sexto álbum de estúdio e explora a identidade da ilha através de composições que refletem a forte conexão do artista com sua terra natal.
O disco tem sido interpretado também como um projeto de cunho político, entrelaçando estilos musicais, expressões culturais e memórias que definem Porto Rico. “O que posso dizer é que sinto muito orgulho do meu povo, do meu país, da minha cultura, da forma como somos resistentes. Das pessoas que resistiram antes, das pessoas que inspiram novas lutas e se importam em preservar quem somos”, comentou o artista em entrevista anterior.
Em participação no programa The Tonight Show Starring Jimmy Fallon, Bad Bunny detalhou o significado por trás do título do álbum, associando-o à nostalgia e à valorização do passado. “Significa ‘Devia ter tirado mais fotos’, mas, na verdade, é sobre aproveitar mais o momento, o presente. Eu devia ter valorizado mais as pessoas ao meu redor, as pessoas que me amam. É sobre isso, sobre valorizar mais a benção de estarmos aqui agora”, explicou.
O artista, que não se considera um grande fã de fotografias, refletiu sobre a importância de registrar e apreciar os momentos. Ele compartilhou memórias de infância, onde sua mãe costumava eternizar eventos familiares em fotos, reunindo a família para reviver essas lembranças.
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