O cenário musical brasileiro perdeu neste sábado (20) uma de suas figuras mais emblemáticas. Lindomar Batista, carinhosamente conhecido como o ‘rei do bolero’, faleceu aos 85 anos. Sua partida encerra uma carreira musical repleta de sucessos, mas também evoca um dos capítulos mais sombrios da sua história pessoal: o trágico assassinato de sua ex-esposa, Eliane de Grammont, um crime que abalou o país.
Batista construiu uma trajetória notável no gênero romântico, conquistando fãs e deixando uma marca indelével na música popular brasileira. Seus boleros embalaram gerações, tornando-se trilha sonora de inúmeros romances e momentos inesquecíveis.
No entanto, a memória de Lindomar Castilho está intrinsecamente ligada ao brutal crime ocorrido em 2000. Na ocasião, Eliane de Grammont, com quem o cantor foi casado por 15 anos, foi assassinada a tiros em seu apartamento, no bairro de Higienópolis, em São Paulo. O caso gerou grande comoção pública e um longo processo judicial que culminou na condenação do artista.
Apesar de sua contribuição artística ser inegável, o episódio do assassinato de Eliane de Grammont lançou uma sombra sobre sua imagem pública e se tornou um ponto de reflexão sobre a complexidade da vida e das relações humanas, mesmo para aqueles que brilham sob os holofotes.

