A Itália sediará as Olimpíadas de Inverno de 2026, com competições espalhadas por Milão, Cortina d’Ampezzo, Bormio e Val di Fiemme entre 6 e 22 de fevereiro. Pela primeira vez na história, o Brasil envia uma delegação com atletas que não apenas buscam a participação, mas que efetivamente entram nas disputas com reais chances de alcançar posições de destaque.
Uma análise de probabilidades esportivas, conduzida pela Betfair, aponta nomes como Lucas Pinheiro Braathen e Nicole Roche Silveira como fortes candidatos a medalhas. Este cenário reforça uma notável evolução do país nos esportes de inverno, rompendo com o passado onde a presença brasileira era majoritariamente simbólica.
O Brasil se consolida no cenário de inverno
Por muitos anos, a participação do Brasil em Jogos Olímpicos de Inverno era vista mais como um feito de representatividade do que de competitividade. Sem uma tradição consolidada em modalidades de neve e gelo, o país geralmente competia com atletas em estágios iniciais de desenvolvimento.
Contudo, este panorama começou a ser reescrito nos últimos ciclos olímpicos, com atletas brasileiros ganhando espaço em competições internacionais de alto nível, como Copas do Mundo e Campeonatos Mundiais. Essa ascensão transformou a percepção sobre o esporte brasileiro no cenário de inverno, passando de mero figurante a concorrente com potencial de resultados expressivos.
Resultados internacionais impulsionam novas expectativas
A análise de odds da Betfair reflete essa mudança de status. Pela primeira vez, atletas brasileiros figuram entre os principais cotados para conquistar medalhas em modalidades tecnicamente exigentes.
Lucas Pinheiro Braathen: um nome forte no esqui alpino
Lucas Pinheiro Braathen desponta como a principal esperança brasileira para os Jogos de Milão-Cortina. O esquiador se estabeleceu como uma referência no esqui alpino mundial, acumulando pódios na Copa do Mundo e mantendo uma presença constante entre os melhores do ranking global. Suas odds em provas técnicas indicam um forte potencial competitivo.
Giant Slalom masculino
Na modalidade de Giant Slalom, uma das mais tradicionais do esqui alpino, Braathen é considerado um dos principais candidatos ao pódio. Segundo a Betfair, ele detém 52% de chances de medalha (odd 1.91) e 18% de chances de conquistar o ouro (odd 5.5). Ele se posiciona como o terceiro favorito, atrás apenas dos suíços Marco Odermatt e Loic Meillard. As provas estão agendadas para os dias 14 e 16 de fevereiro.
Slalom masculino
No Slalom, prova conhecida por sua imprevisibilidade e alto grau de dificuldade, Lucas Pinheiro também se encontra em posição de destaque. A Betfair estima 38% de chances de medalha para o brasileiro (odd 2.6) e 17% de chances de ouro (odd 6). Estes números o colocam entre os atletas capazes de disputar o pódio em uma das provas mais acirradas dos Jogos.
Nicole Roche Silveira mantém o Brasil competitivo no skeleton
Nicole Roche Silveira é outro nome de peso para o Brasil em 2026, consolidando-se como a principal atleta nacional no skeleton feminino. Com participações em edições anteriores dos Jogos e uma presença frequente no circuito internacional, Nicole chega a Milão-Cortina com a experiência e a regularidade necessárias para competir em alto nível.
Chances de medalha no skeleton feminino
A análise da Betfair indica que Nicole possui 7% de chances de medalha no skeleton feminino (odd 15). Este percentual a insere entre as 20 atletas com maiores probabilidades de subir ao pódio em uma modalidade extremamente técnica e competitiva.
Favoritos em outras modalidades: Curling e Hóquei no Gelo
Além das provas com representantes brasileiros, a Betfair também projetou os favoritos em outras modalidades de grande interesse público.
Curling: tradição e equilíbrio
No curling masculino, a Grã-Bretanha surge como favorita ao ouro, com 50% de chances (odd 2.0), seguida de perto pelo Canadá, com 35% (odd 2.88). No feminino, a Suécia é a principal cotada para o ouro, com 12% de chances (odd 8.5).
Hóquei no gelo: domínio norte-americano
No hóquei feminino, os Estados Unidos lideram as projeções com 60% de chances de ouro (odd 1.67), com o Canadá em segundo lugar, detendo 45% (odd 2.2). No torneio masculino, o Canadá é o favorito, com 45% de chances (odd 2.2), com Estados Unidos e Suécia também entre os principais candidatos.
Panorama geral do quadro de medalhas
A Betfair também analisou as expectativas gerais para o quadro de medalhas das Olimpíadas de Inverno de 2026.
Potências em busca do topo do quadro de medalhas
A Noruega é apontada como a grande potência, com 65% de chances (odd 1.53) de liderar o quadro, mantendo sua hegemonia histórica. Estados Unidos (22%, odd 4.5), Alemanha (14%, odd 7), Canadá (7%, odd 15) e Suíça (4%, odd 26) completam o grupo de principais candidatos a figurar nas primeiras posições.
Conclusão
As Olimpíadas de Inverno de 2026 representam um marco significativo para o esporte brasileiro. Com atletas consolidados e reais aspirações de medalha, o Brasil se distancia da era de participação meramente simbólica e passa a competir ativamente entre os melhores do mundo.
Lucas Pinheiro Braathen e Nicole Roche Silveira lideram essa nova fase, e as projeções da Betfair indicam que o país tem motivos para sonhar com desempenhos históricos em Milão-Cortina.

