A artista Clarissa mergulha em uma nova fase de autodescoberta e exploração sonora com o lançamento de seu terceiro álbum, TANTAS FORMAS DE DIZER ADEUS. Natural do Rio de Janeiro, a cantora, conhecida por sucessos como nada contra (ciúme), escolheu a vibrante metrópole paulistana como pano de fundo para mapear suas emoções e sair da zona de conforto.
Em entrevista exclusiva, Clarissa revela que a composição do disco exigiu uma imersão profunda em novas perspectivas. “Eu precisei sair da minha zona de conforto para esse álbum, em termos de composição, principalmente, de letras e essas pessoas [envolvidas na construção] super me levaram para o lugar que eu precisava estar para fazer isso. São Paulo entra nesse disco como esse co-protagonista”, explica a artista.
A capital paulista, descrita por ela como “uma cidade grande, que tem uma energia que só quem vive entende”, não é apenas um cenário, mas uma força motriz para as 12 novas faixas. A cantora compara a experiência de seus mais de 11 milhões de habitantes à sua própria jornada na cidade, marcada pelo ritmo acelerado, demandas de trabalho e a efervescência das noites.
Longe da familiaridade do Rio de Janeiro, Clarissa aborda em TANTAS FORMAS DE DIZER ADEUS temas recorrentes em sua obra, como saúde mental, depressão e tristeza, mas também explora as dualidades e o “caos muito atraente” que a vida na selva de pedra paulistana proporciona.
“‘Voltas e Voltas’, por exemplo, é uma música que escrevi sobre essa coisa de amor e ódio, essa relação com uma cidade tão complexa e controversa que me acolheu na mesma medida em que me expulsa. Eu acho que São Paulo entra muito como esse tema, que eu discorro bastante no álbum.”
Clarissa
Comparado aos seus trabalhos anteriores, Para-raio e AGRIDOCE, o novo álbum representa uma reinvenção sonora. “Eu já fiz muita coisa que existe no álbum, né? O pop rock, o lo-fi, só que eu acho que dentro desses gêneros eu me reinventei. Eu fiz coisas que queria fazer há um tempo, por isso, acho que ele é tão interessante”, pontua a artista, que foi nomeada ao Grammy Latino em 2022.
Para dar vida a este projeto, Clarissa contou com um time de colaboradores de peso, incluindo Iuri Rio Branco, Felipe Bade, Pedro Lucas e Enzo Dicarlo, nomes que já transitaram por projetos de artistas como Liniker, Marina Sena e Jão. “Eu acho que ele vem em um momento meu com muita vivacidade e muita, muita, muita vontade de dizer coisas, sabe? Então, talvez por isso ele tem essa sensação de ser um pouco mais quente. Tiê Castro, que é o meu empresário, foi quem me apresentou aos produtores desse álbum, a gente se conheceu em São Paulo”, revela.
Sobre suas faixas preferidas, Clarissa confessa que a lista muda com frequência. No momento, destacam-se ‘piiiiiii Eu Te Amo’, Lua e Logo eu, Uma Garota Inteligente. Já a canção que mais demandou esforço e experimentação foi Love Love. “Em um mês a gente fez 10 versões de Love Love, todas muito diferentes entre si. Então, ela deu muito trabalho, mas eu fico muito feliz que a gente lutou por ela. É muito gostosa, tem uma psicodelia muito maneira também”, comenta.
A nova fase de Clarissa, que marca um ponto de virada emocional e estético para a artista de 26 anos, terá sua estreia nos palcos em 30 de janeiro de 2026, com o show de lançamento no Cine Joia, em São Paulo. Enquanto o evento não chega, o público pode conferir singles como Voltas e Voltas, Eu Fim, Você Início e Sete Vidas.
![]()
