A aguardada nova novela da HBO Max, “Dona Beja”, estreou mundialmente em 2 de fevereiro, apresentando uma releitura ambiciosa da icônica produção da extinta TV Manchete dos anos 80. Desta vez, a plataforma de streaming aposta em Grazi Massafera no papel principal e em um elenco de peso para dar vida a esta história ambientada no Brasil do século XIX.
A trama acompanha a trajetória de Ana Jacinta de São José, interpretada por Grazi Massafera, uma figura feminina à frente de seu tempo, cuja vida é marcada por paixões avassaladoras, decisões corajosas e uma incessante luta contra as rígidas convenções sociais da época. A novela promete explorar a complexidade de Beja, uma mulher que se recusa a ser silenciada, navegando entre o amor, a vingança e a busca por sua própria autonomia.
Em coletiva de imprensa, Grazi Massafera expressou sua profunda conexão com a personagem: “Estou muito honrada com a personagem, que abre portas e caminhos. Aprendi muito com esse texto magnífico. Eu vejo, assistindo aos episódios, que é a primeira vez que estou encarnada de fato na personagem, com toda a minha força. Ela me emociona demais, e eu posso dizer que, até agora, é a personagem que eu mais amei fazer.”
Com uma produção de alto padrão e estética cinematográfica, a nova “Dona Beja” promete envolver o público com uma narrativa que mescla romance, drama e crítica social. A HBO Max reforça seu compromisso com histórias originais, autorais e culturalmente relevantes, apostando em personagens multifacetados, conflitos humanos universais e uma abordagem contemporânea, sem perder a força dramática que consagrou o gênero.
Esta produção faz parte da estratégia da plataforma de expandir seu catálogo de novelas originais brasileiras, visando valorizar narrativas locais com potencial de alcance global. O elenco conta ainda com nomes expressivos da dramaturgia brasileira, incluindo David Júnior, André Luiz Miranda, Pedro Fasanaro, Bianca Bin, Deborah Evelyn, Indira Nascimento, Bukassa Kabengele, Otavio Müller, Isabela Garcia, Erika Januza, Tuca Andrada, Kelzy Ecard, Werner Schünemann e Thalma de Freitas.
A obra foi escrita por Daniel Berlinsky e António Barreira, com colaboração de Maria Clara Mattos, Cecília Giannetti, Clara Anastácia e Ceci Alves. A sinopse original é fruto do trabalho de Renata Jhin, António Barreira e Daniel Berlinsky, baseada na criação de Wilson Aguiar Filho.
Daniel Berlinsky destacou a abordagem da nova versão: “Estamos fazendo uma releitura, e não um remake, mas sem desrespeitar a novela original de 1986. Na novela original que eu assisti, a Beja era uma mulher à frente do tempo, e isso, para mim, guiava toda a narrativa. O que eu fiz foi contar a história de uma mulher à frente de seu tempo, só que 40 anos depois. O que me guiou foi o fato de que a sociedade mudou muito menos do que gostaríamos, mas a consciência que temos sobre o que somos como sociedade se ampliou.”
