A organização People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) lançou um apelo incomum à banda de rock Alice in Chains, solicitando uma alteração temporária de nome para chamar a atenção para a situação de uma elefanta de 56 anos. A proposta é que o grupo adote o nome “Betty in Chains” em suas plataformas digitais por um período de um mês.
O objetivo desta iniciativa é utilizar a visibilidade da banda para denunciar as condições de Betty, uma elefanta que, segundo a PETA, é forçada a se apresentar no Carden Circus. A organização de direitos dos animais argumenta que essa mudança de nome nas redes sociais ajudaria a “amplificar a história dela para milhões” e a impulsionar esforços para sua libertação.
Em uma carta aberta enviada aos músicos, a PETA destacou a urgência em resgatar Betty, que foi retirada de seu habitat natural na Tailândia e utilizada em espetáculos circenses por mais de cinco décadas. Um especialista que avaliou a elefanta alertou para o risco iminente de um “colapso fatal” caso ela não seja transferida para um santuário adequado.
Lisa Lange, vice-presidente de comunicações da PETA, ressaltou a longa trajetória de sofrimento do animal. “Quando o grunge varreu Seattle, Betty já havia passado quase vinte anos sofrendo como um acessório de circo, e cada dia que passa sendo arrastada de cidade em cidade e forçada a se apresentar a leva para mais perto da beira da morte”, afirmou Lange.
A PETA descreveu Betty como um animal “aparentemente retraída e insensível”, frequentemente observada parada com os olhos fechados e a tromba baixa, o que lhe rendeu o apelido de “a elefante mais deprimida do mundo”.
Esta não é a primeira vez que a PETA busca o apoio de artistas do cenário musical para suas causas. Ao longo dos anos, a organização já colaborou com nomes como Morrissey, John 5 (do Mötley Crüe) e Joe Duplantier (do Gojira) em campanhas voltadas para a proteção animal e a promoção do veganismo.

