Mulheres que se relacionam afetiva e sexualmente com outras mulheres podem ter dúvidas sobre a periodicidade e os tipos de exames ginecológicos preventivos necessários. A médica ginecologista Juliana Teixeira esclarece que a orientação para lésbicas e bissexuais é a mesma de qualquer outra mulher: manter a rotina de check-ups médicos.
“O fato de uma mulher se relacionar apenas ou também com mulheres não muda os exames de rastreio que a gente tem que ficar fazendo, que é aquele famoso exame de rotina”, explica Juliana. Mesmo em relacionamentos entre mulheres, há risco de contrair infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como HPV, clamídia, gonorreia, tricomoníase, micoplasma, sífilis, hepatites e HIV.
O exame preventivo mais conhecido é o Papanicolau, fundamental para a detecção precoce de alterações nas células do colo do útero. A recomendação atual é que ele seja iniciado a partir dos 25 anos. Inicialmente, a frequência é anual, podendo ser espaçada para até três anos caso os resultados sejam normais.
Além do Papanicolau, o teste de HPV, disponível inclusive no Sistema Único de Saúde (SUS), pode ser indicado para mulheres com vida sexual ativa, sob orientação médica. A especialista também ressalta a importância da testagem para outras ISTs, mesmo na ausência de sintomas. Sorologias específicas e o painel vaginal, que identifica infecções como clamídia, gonorreia, tricomonas e micoplasma, são ferramentas valiosas para a saúde sexual.

