A morte de Yasmin Amorim, de apenas 12 anos, em Cascavel, no interior do Paraná, nesta sexta-feira (6), lança uma sombra de indignação sobre o estado. A jovem lutava contra o câncer, mas o desfecho trágico ocorreu em meio a suspeitas de um desvio de R$ 2,5 milhões que deveriam ser destinados ao seu tratamento.
A notícia do falecimento de Yasmin, que residia na cidade de Ibema, na região oeste paranaense, foi confirmada pelas autoridades locais. A família da menina havia buscado apoio público e recursos estaduais para custear os procedimentos médicos necessários para combater a doença agressiva que a acometia.
A investigação que apura o desaparecimento dos fundos públicos, no valor de R$ 2,5 milhões, já estava em andamento. O montante, que deveria garantir o acesso de pacientes oncológicos, como Yasmin, a tratamentos de ponta, teria sido desviado de forma irregular. A gravidade da situação levanta sérias questões sobre a gestão e fiscalização dos recursos públicos destinados à saúde no Paraná.
O caso agora ganha contornos ainda mais sombrios com a perda de uma jovem vida, que poderia ter sido salva se os recursos tivessem chegado ao seu destino. As autoridades responsáveis pela investigação prometem rigor na apuração dos fatos e na responsabilização dos envolvidos no esquema de desvio.
