The Umbrella Academy

Se eu pudesse destacar “The Umbrella Academy” em apenas uma palavra seria um palavrão, mas como posso descrever em mais algumas, vamos à crítica!

Essa série é um verdadeiro espetáculo e, por mais que eu tenha começado a assistir pensando que não iria curtir, fui surpreendido.

The Umbrella Academy

Baseada na HQ de Gerard Way (sim, do My Chemical Romance!) e do brasileiro Gabriel Bá, a novidade do Netflix consegue te prender e por isso, indico que assista num fim de semana, com bastante tempo para maratonar.

A série conta a história de um grupo de crianças que foram adotadas por um bilionário com um propósito muito estranho. Ele é lembrado em toda a série como alguém com nenhuma empatia e os filhos adotados, mesmo após estarem adultos, demonstram grande ressentimento do pai.

The Umbrella Academy – os personagens

Entre os personagens mais curiosos está Pogo, um macaco falante que não se sabe ao certo como conseguiu tal característica. A “mãe” do grupo é um outro personagem curioso, um robô que perdeu suas principais funções.

Mas ninguém supera o personagem Número Cinco. A única “criança” do grupo, ele também é o mais inteligente, a viagem no tempo e suas teorias sobre o fim do mundo o tornam interessantíssimo e com toda certeza sua história tem muito mais a render, inclusive até mais que da protagonista, Vanya, vivida por Ellen Page.

Por falar em Número Cinco, ele foi o grande responsável pela história realmente andar. A relação de Vanya com Leonard também é um ponto importante da trama, mas as idas e vindas acabaram tornando um pouco maçante para a dinâmica dos episódios.

Tudo bem que a personagem era ingênua, mas se manter por tanto tempo aceitando tudo mesmo desconfiando do rapaz é um pouco demais.

The Umbrella Academy: os coadjuvantes

Hazel e Cha-Cha, os coadjuvantes, foram muito mais memoráveis que personagens do elenco principal, como Luther (Número Um), por exemplo. A história deles me lembra algum filme do Tarantino e as discordâncias da dupla faz com que a trama seja bem mais interessante para o público.

Porém, o ponto fraco dos dois foi o exagero envolvendo Agnes, além do fato de que eles pareciam ser indestrutíveis.

O personagem Diego também tem uma boa história: o passado e o presente dele foram bem trabalhados, assim como sua paixão pela detetive assassinada. Seu jeito durão de resolver as coisas só me faz lembrar personagens que curto bastante: os anti heróis.

Allison é a que tem um dos poderes mais legais e mesmo assim acabou se envolvendo numa espiral de problemas óbvios demais. Sua relação com a filha tomou conta de sua história, me deixando a sensação de que ainda faltaram coisas a serem contadas.

A personagem provavelmente perdeu seus poderes ao ser atacada pela irmã, que lhe cortou o pescoço e a deixou sem voz. Esse foi um trecho que gostei e o personagem evoluiu após isso, saindo em defesa de Vanya e sendo muito mais útil que os demais irmãos, que tiveram a brilhante ideia de atacá-la.

The Umbrella Academy: Klaus

E por fim, mas não menos importante, o meu personagem favorito ao lado do Número Cinco: Klaus.

Talvez o personagem mais difícil de entender, Klaus possui uma comédia envolvida, além de uma vontade de ajudar misturada com seus próprios problemas pessoais. Ele usa as drogas para se afastar dos espíritos que pode ver e, estar longe deles, o fez apenas uma pessoa perturbada e viciada.

O personagem possui muito espaço para crescer ainda, principalmente por ter descoberto como usar seus poderes. Seu contato com o mundo dos mortos pode ser o mais útil poder do grupo.

The Umbrella Academy: segunda temporada

A série precisa de uma segunda temporada. Existem algumas coisas que precisam ser explicadas e outras que ainda podem ser muito mais trabalhadas. Os personagens com muito tempo na tela e com pouca ação, como é o caso de Luther, poderão receber um novo significado na trama.

Ah, vamos deixar aqui também uma honrosa menção ao excelente trabalho de Ellen Page que, mesmo num personagem pouco expressivo, conseguiu se destacar na atuação.

A Netflix acertou mais uma vez e provou que não precisa tanto assim da Marvel quanto pensavam.

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